A indústria brasileira de ônibus encerrou 2025 com desempenho positivo na produção, acompanhando o movimento de recuperação gradual do setor automotivo nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que a produção conjunta de caminhões e ônibus alcançou 152 mil unidades no ano, com perspectiva de crescimento em 2026. Para este ano, a entidade projeta a fabricação de 154 mil veículos pesados, o que representa uma alta de 1,4% em relação ao volume produzido em 2025. Embora o crescimento seja mais contido quando comparado aos veículos leves, o resultado aponta para a manutenção da atividade industrial no segmento, mesmo em um cenário econômico ainda desafiador. No balanço geral da indústria automotiva, a produção total de autoveículos somou 2,644 milhões de unidades em 2025, avanço de 3,5% na comparação com o ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que registraram crescimento expressivo de 32,1%, reflexo do aumento da demanda externa por veículos fabricados no Brasil. No mercado interno, os emplacamentos de autoveículos chegaram a 2,690 milhões de unidades, alta de 2,1% em relação a 2024. Apesar do resultado positivo, o segmento de pesados foi impactado pelo patamar elevado da taxa básica de juros, especialmente no transporte de longa distância, que apresentou retração significativa ao longo do ano. “O patamar elevado da taxa Selic e a persistência de tensões geopolíticas, que limitaram uma recuperação mais consistente do setor ao longo de 2025, seguem presentes neste início de ano. Esse cenário nos leva a projetar um comportamento de mercado em 2026 bastante semelhante ao observado no segundo semestre do ano passado”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. No comércio exterior, as exportações de autoveículos somaram 528,8 mil unidades em 2025, com expectativa de crescimento moderado de 1,3% em 2026, sustentado principalmente pelo mercado argentino. Já as importações aumentaram 6,6%, com destaque para veículos oriundos da China, que respondeu por 37,6% do total de modelos importados e emplacados no país. A Anfavea avalia que, ao longo de 2026, a entrada de veículos eletrificados importados tende a diminuir, com o início da produção nacional de modelos híbridos e elétricos, além da recomposição gradual do Imposto de Importação. O movimento pode trazer impactos indiretos também para o segmento de ônibus, especialmente no avanço de tecnologias voltadas à descarbonização e à renovação da frota no médio prazo. *Com dados da Anfavea.
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